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26 de outubro de 2016

Vamos conversar sobre Orgulho e Humildade


O orgulho é um sentimento normalmente habitado em nós mas que indica a nossa dependência afetivas e matérias e a superioridade de se julgar aos outros.

Humildade muitas vezes confundida com fraqueza (por conta da suposta origem do latim Humilitas significa fraqueza, particularmente prefiro do Grego Humus significa Terra) mas que na realidade significa olhar a vida com mais simplicidade (não implica ainda em ser simplista) e assim auxilia e muito na identificação e providencial mudança de padrão de comportamento, para Voltaire a humildade é a modéstia da alma.

Ao contrário da crença que prega que o orgulho dignifica, ele o cego, deixa torpe e indiferente às questões mais importantes da vida pois quando nos achamos melhores que os outros, somos mais sábios ou sabidos ou ainda porque possuímos alguma coisa isso acaba nos limitando na realidade.

O verdadeiro sábio não se auto descreve, o detentor do saber não o alarde aos quatro ventos, o fato de termos concluídos vários cursos, faculdades, falar vários idiomas nos torna superiores ou ainda aumenta nossa responsabilidade sobre como poderemos usar tais conhecimentos? E ainda exemplificando um pouco sobre um acontecimento recente que eu presenciei em um canal de televisão esportivo em que o convidado era um ilustre técnico de futebol que esbravejou ignorantemente quando questionado sobre a pergunta principal questão do programa sobre o porquê de técnicos brasileiros de futebol não emplacam no exterior? (Muitos subentendem-se que são o máximo do professorado e sapienza que significa sabedoria em italiano). Esse ilustre senhor disse que a questão não era o saber, um pouco, falar ao menos o idioma internacional, o inglês, mas outros fatores na sua restrita visão e foi quase aos berros quando interpelado se com o dinheiro por que ganhou não investiu em algum curso de inglês, dado a fortuna que ganhava como técnico, questionando e afirmando que aqui, no Brasil, ninguém fala mais que um idioma.... Esse é um exemplo de como o orgulho cega completamente.

É fato que o saber e o estudo são deveras importantes mas usar isso como prerrogativa de superioridade (ou a falta deles!) é o que reforça em nós a estrutura egocêntrica, a superioridade é uma das manifestações do orgulho e consequentemente do orgulhoso.
Uma das principais diferenças entre o humilde e o orgulhoso é que o humilde não faz comparação e nem julgamento. Em meu principal curso de Psicanalise sempre ouvia isso de meus professores: “nunca julgue!”, não somente um tentar de meus mestres para aprimorar meu ego mas com isso não se cegar, conseguir olhar adiante, não se contaminar  e conseguir ajudar e muito a quem nos procura profissionalmente.

O humilde busca compreender os porquês, os motivos que levaram uma pessoa a agir de determinada maneira. O nível de consciência empática faz com que o humilde se sinta igual aos outros e os respeite exatamente como são, sem exigir ou esperar deles uma mudança para que sejam aceitos.

Predominante no orgulhoso o nível de consciência instaurado nele o faz não reconhecer suas imperfeições, sempre busca um culpado para suas frustrações e sempre deseja ser receber, ser compreendido, ser amado (dependendo caso egocêntrico beira a idolatria) e respeitado.

A partir disso tudo, vamos refletir um pouco, em quais pontos poderemos nos tornar menos orgulhosos, o que fazer para isso se tornar real em nossas vidas? Cada um é um ser diferente com tempos e disposição distintas, mas o caminho é o mesmo, refletir, talvez com algumas sugestões: e se aprendêssemos a respeitar mais? E se aprendêssemos a doar sem esperar receber? E se nos sentíssemos menos magoados ou ofendidos?

Reflita e assim faça essa incrível jornada interior onde nos deparamos com coisas ricas, algumas sem valor e outras completamente lixos que nos contaminam. 

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