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30 de julho de 2014

O Amor


Surge a paixão e com ela os receios, preocupações fúteis com o futuro, não há garantia nenhuma que não se vá sofrer uma decepção, caso ocorra, deve levantar a cabeça e seguir em frente, entender as questões que levaram ao rompimento, curar as feridas, aceitar os novos amores, assim fortalecido seguir o curso da vida, desistir de amar para evitar as dores é uma atitude de pessoa fraca e orgulhosa, torna-se uma pessoa amargurada e desvitalizada. As desilusões acontecem, mas não são motivo para desistir de amar e são experiências que podem auxiliar a melhorar o modo de amar a si e ao outro.

Evidente que deve se ter cuidado com a qualidade das experiências que temos com a vida e respeitar nossos sentimentos, queremos e devemos ser bem tratados e bem amados, faz bem seguir aquela expressão “não fui achada no lixo”. Não há garantias que a má experiência não vá se repetir, pois somos seres humanos inesperados e complexos, há surpresas no humor, personalidades distintas, caracteres desconhecidos, no caso da relação conjugal são dois seres que se unem em uma relação e ao mesmo tempo cada um desses dois vivem seus desejos e suas singularidades, são vidas distintas que se unem e ao mesmo tempo continuam a viver separadamente, viver uma paixão é permitir-se poder vir a sentir o gosto do sofrimento. De acordo com Dr. Sigmund Freud, o sofrimento de amor é dos mais dilacerantes e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche dizia: “o que não mata fortalece”.

A educação sentimental é enriquecida com as experiências negativas como as dores e decepções amorosas advindas de uma paixão ou de um relacionamento findado – quaisquer tipos de relacionamentos, tornam-se pessoas fortes aqueles que encaram as dores, dão a volta por cima e seguem em frente sem deixar de aprender com a experiência, mas também existem aqueles que não admitem uma nova experiência, de tão orgulhosos e com essa falsa aparência de fortaleza, sentem-se capaz de dispensar a necessidade de convivência íntima, é na realidade uma personalidade frágil e de orgulho vazio. Essa indiferença afetiva em conjunto a um sentimento de triunfo sobre o amor, na verdade esconde enorme vulnerabilidade diante do amor, se sente grande demais para ficar exposto novamente aos desencantos amorosos.

Temos a sensação que o mundo atualmente não oferece mesmo oportunidade para o cultivo do amor, para amar deve se ter confiança e consistência, mas na atualidade há a desculpa para os que se defendem do amor cria-se uma mentalidade de pessoas que buscam relacionamentos superficiais, rápidos - como defesa -, subtraído de integridade e do vínculo afetivo com estabilidade e lealdade. Mas felizmente pelo dinamismo da humanidade existem muitas pessoas avessas à massificação, singulares, que querem correr os riscos do amor. 

Toda forma de amor vale a pena, não somente a matrimonial, mas vale a pena o amor em toda sua plenitude, o amor familiar e de amigos entre outros e o amor à própria vida, pois desistir do amor é desistir um pouco dela.

Ser arrogante não é o melhor remédio para as decepções amorosas, mas sim a paciência, a compreensão das causas dos desentendimentos e desencontros, investir no resgate da esperança, tudo demanda um tempo para curar as feridas das desilusões melhor que trocar pela superficialidade é a ajuda de um profissional Psicanalista, que pode ser de grande valia, então revolver as raízes das más escolhas, verificar as causas das dificuldades de relacionamento entre outras atitudes que se devem se analisadas e ter a melhor elaboração possível para essa questão.

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