10 de abril de 2014

Porque Procurar um Psicanalista?


Inúmeros motivos e razões podem levar uma pessoa a procurar ajuda com a Psicanálise. A análise é um processo terapêutico importante e que traz benefícios de fato. Todos passamos por períodos de estresse, dor, tristeza, luto e conflito, então quando você não se sente muito bem pode ser difícil se aperceber se é hora de procurar um profissional para lidar com o problema, cada um de nós lida distintamente com esses sofrimentos e muitas vezes sozinhos não encontramos os caminhos para elaborar ou falta motivação para resolvê-los, nessas ocasiões deve-se procurar um Psicanalista.

Durante a terapia, a relação entre o Analisando e o Psicanalista é motivada pela confiança e desejo mútuo de encontrar a solução, chamado em psicanálise como abreação, em miúdos seria o entendimento da questão com o alivio ou mesmo o desaparecimento de sintomas.

O principal fundador da Psicanálise, o Prof. Sigmund Freud, na época de sua criação, entendeu que estava diante de uma Ciência importante, a Terapia mais importante já criada em sua visão, utilizando instrumentos simples como a fala e a interpretação de sonhos entre outras ferramentas, consegue levar o analisando ao entendimento de suas neuroses.

Nesse fascinante processo da Terapia Psicanalítica existem vários processos, mas destaco um interessante que é chamado de “neurose de transferência” são sentimentos que o analisando coloca sobre a figura do analista, suas expectativas ou receios quanto ao tratamento e com esses elementos o analista consegue auxiliar o seu cliente a livrar-se de sua problemática.

Mas infelizmente ainda há o estigma que  é o preconceito de fazer terapia psicanalítica e que na grande maioria dos casos não é nem por problemas relacionados à doenças mentais mas sim de questões de vida, autogerenciamento, estresse, fobias, a procura para aliviar e elaborar essas e outras questões importantes e saber lidar com tudo isso no futuro quando não estará mais realizando sessões de psicanálise.  São preconceitos enraizados em uma sociedade que preconiza outros assuntos que não deveriam ser importantes procrastinando os que deveriam ser.

Em qualquer momento de nossas vidas podemos e devemos procurar ajuda de um Psicanalista, mesmo quando cremos que não temos nenhum sofrimento ou neurose, não necessidade de ser ter um “problema” para se autoquestionar e viajar no autodescobrimento que a Terapia Psicanalítica nos proporciona.

8 de agosto de 2013

Dez Dicas Para Falar Em Público


"O sábio nunca diz tudo o que pensa,
 mas pensa sempre tudo o que diz. 
Aristóteles

Prepare-se para falar
Abasteça-se com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a apresentação, leia todo o material antes e corrija o que for necessário, colocando do seu modo. Domine ou saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos uns 30 minutos. Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou, se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção: embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares, colegas de trabalho ou de classe e converse bastante sobre o assunto que irá expor. 

A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação 
Se vier a cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, tente se comportar de maneira natural e espontânea, pois assim seus ouvintes nem notarão e acreditarão nas suas palavras e conseguirá transmitir bem a mensagem. Mas se evidenciar que está sendo muito "técnico" na sua apresentação e a plateia perceber, soará artificial e superficial até duvidando assim de suas palavras. Seja Você durante a apresentação, tenha seu estilo.

Não confie na memória, leve um roteiro como apoio
Memorizar palavra por palavra de seu texto não é uma boa saída para mostrar confiança, de maneira geral o resultado acaba sendo bem diferente de fato, porque caso esqueça alguma palavra importante durante o texto na transição ou ligação de ideias, provavelmente se sentirá inseguro e assim transmitirá isso aos seus ouvinte, então vale a pena preparar-se psicologicamente para um imprevisto ou ter que falar de improviso sobre algum assunto, treine para ter segurança e contornar da melhor forma possível uma situação dessas. Faça pequenos cartões de no máximo do tamanho da palma da mão e neles anote palavras-chaves, cifras, números, datas enfim informações que o ajudem a ter sequencia em suas ideias, certifique-se que está seguindo a ordem apenas batendo os olhos nesses cartões.

Use uma linguagem correta.
Cuidado com os erros de concordância, de conjugação verbal e faça uma revisão gramatical, pequenos erros podem ser aceitáveis mas há erros grosseiros que podem colocar tudo a perder, erros como: "fazem tantos anos", "a nível de", "menas" entre outros são muito marcantes.

Saiba quem são os ouvintes
Cada público possui características e expectativas próprias e que precisam ser consideradas em uma apresentação. Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.

Tenha começo meio e fim
Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou mostrando os benefícios da mensagem, diga qual tema vai abordar, deixando a plateia acompanhar com mais facilidade seu raciocínio porque saberá aonde deseja chegar. Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresentar a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente como tudo ocorreu até que a informação nova surgisse.

Tenha uma postura correta

Evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc. Caso contrário é preferível que fique parado. Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da plateia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural. O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar em alegria. Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a ideia de que está inseguro ou hesitante.

Seja bem-humorado

Nenhum estudo comprovou que o bom humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade. Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante. Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade, bom senso.

Use recursos audiovisuais

Esse estudo é impressionante: se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes vão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação. Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário. Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler. Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. Apresente números em forma de gráficos. Use cores contrastantes, mas sem excesso. Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da plateia e facilite sua movimentação. Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as chances de aparecerem problemas.

Fale com emoção 
Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem? A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.

Fonte: Globo Educação

17 de janeiro de 2012

Distúrbios do Sono




"Os sonhos são a literatura do sono.  
Jean Cocteau

Ir para a cama com uma pessoa pacata e acordar de madrugada com alguém em pleno ataque de fúria... quem convive com portadores de distúrbios do sono precisa enfrentar situações como essa.
Situações de agressão sofrida pela esposa, em que ela é despertada, aos murros, pelo companheiro, ele com feições transtornadas e com comportamento completamente oposto ao que está acostumada em plena madrugada, após um dia atipicamente estafante, pode ser uma doença chamada de Distúrbio Comportamental do Sono REM, a pessoa coloca em prática o que está sonhando.

Esse mal leva esse nome porque acontece na fase REM (Movimento Rápido dos Olhos, em inglês, 'Rapid Moviment Eyes')  do sono, a pessoa que sofre disso perde a imobilidade, comum na maioria das pessoas durante um sonho ou pesadelo, por pior que seja é de ficarem imóveis ou quietas, nesse distúrbio a pessoa perde a paralisia do corpo e se movimenta agindo conforme o que sonha e age como na realidade.

Esse distúrbio é descoberto a pouco tempo até, 1965, foi descrito nessa época em gatos e em 1985, em seres humanos, acredita-se que lesões cerebrais, acidente vascular (derrame), mal de Parkison ou uso de drogas psicoativas podem desencadear esse distúrbio mas ainda não há comprovações efetivas.

Existem vários distúrbios do sono além do REM, há o sonambulismo, terror noturno (despertar gritando ou chorando), bruxismo (ranger de dentes durante o sono), narcolepsia (sonolência excessiva ou despertar com muita dificuldade.

Tanto as pessoas que sofrem de sonambulismo como o distúrbio do Sono REM podem executar, algumas, podem executar tarefas difíceis e complexas algumas vezes mesmo inconscientes, só que a pessoa age como autômato - lembra os movimentos mecânicos de um robô por exemplo, repetindo obcecadamente, em casos graves, pode bater a cabeça na parede ou esfaquear alguma coisa. Existem alguns casos relatados de tentativas ou assassinatos de fato praticados por pessoas que sofrem com esses transtornos e o histórico prevalece sempre situações de extremo estresse, angústia ou problemas neuro-psicofisiológicos graves em decorrência de acidentes ou derrames.

Existe um exame que registra as atividades cerebrais e cardíacas, além dos movimentos dos olhos e queixo, chamado de Polissonografia, feito em laboratório especializado, como esse da USP.

Quem sofre de um desses distúrbios fica no meio caminho entre o acordado e o dormindo, em um estado de consciência alterado.
Estágios do Sono


19 de fevereiro de 2011

Mentira




O significado da palavra “mentira” é engano propositado, história falsa ou aquilo que ilude ou engana, engano propositado. 

Ato que se faz presente desde a tenra infância, como um meio de manipulação da realidade assim nos colocou em uma “realidade” confortável, algo aceitável até certo ponto, mas quando se permeia ao mau-caratismo significando o uso exacerbado e consciente desse ato, sendo muito presente nos relacionamentos amorosos.

Em quaisquer tipos de relacionamento deve ser fundado na virtude do bem, na lealdade, por exemplo, pois o ato de mentir para criar situações confortáveis é perigoso porque encurte a situações sistematicamente equivocadas levando a prejuízos graves e diversos.

Num relacionamento amoroso a lealdade deve vir antes da fidelidade e na confiança recíproca, que sem, fica impraticável e aí a hipocrisia se faz presente, algo que pode ser todo tipo de sentimento menos amor realmente nessa relação fundada na mentira.

Mentir, mesmo que inconscientemente como aí fosse algo amoral, não nos livra da responsabilidade que temos por nós como um todo, a tendência de mentir se deve ao desejo de nos livrar do julgamento alheio, tendência naturalmente egoística para garantir que temos controle sobre a realidade.