18 de setembro de 2014

Superstição

Palavra oriunda do latim supertitione que significa, grosso modo, temor religioso baseado na crendice em presságios fortuitos, mas esse temor pode ser também de origem particular ou cultural.
Para os cientistas, a palavra superstição pode ser utilizada para distinguir os conhecimentos obtidos de generalizações superficiais, opiniões ou crenças, sem comprovação. Por conta da credibilidade os teóricos fazem um grande esforço no sentido de evitar cair neste tipo de categoria. Mais atrativa nas camadas populares, costuma ganhar força rapidamente e tomar o lugar da própria ciência. Parapsicologia e astrologia, por exemplo, fariam parte desta tendência.

A confusão surge por uma questão de método. Alguns adeptos da ciência tradicional afirmam que essas áreas não podem ser ciência uma vez que falam de verdades sem provas, tanto os parapsicólogos como os astrólogos promoveriam um saber baseado apenas na interpretação pessoal, na opinião.
Nessa discussão acadêmica os críticos esquecem-se de considerar, segundo os astrólogos, o mérito da relevância social desses estudos, já que oferecem um sentido de existência às pessoas que a eles aderem e acreditam.
Quando a astrologia consegue fazer alguém satisfeito com uma resposta dada pelos astros, por exemplo, estaria contribuindo para a estabilidade emocional da pessoa.
Em nosso país, por conta de nossa miscigenação de raças e com isto consequentemente culturais torna nosso país terra fértil em superstições com forte identificação religiosa.
Há várias crendices que sustentam atitudes de superstição universal, como a sexta-feira 13, podendo ter sua origem lendas nórdicas, como a lenda sobre Valhalla, local onde as divindades celestiais viviam, havia sido organizado um banquete para doze convidados, porém, Loxi, espirito do mal e discórdia resolveu aparecer sem ser convidados e armou uma briga que ocasionou a morte de Balder, o favorito dos deuses, então esse número ficou estigmatizado como atrativo de má sorte.
Existe uma segunda famosa lenda que tem como protagonista a deusa da beleza e do amor, Friga, cujo nome deu origem às palavras Friadagr e Friday, sexta-feira em escandinavo e inglês respectivamente. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a deusa foi transformada em bruxa que se exilou no alto de uma montanha. Com o intuito de se vingar, Friga passou a se reunir todas as sextas-feiras com onze feiticeiras e com o próprio Satanás, totalizando treze participantes, para rogar pragas sobre a humanidade.
Outra crendice que sustenta a superstição bater na madeira está associada à crença de que as árvores eram a morada dos deuses. Sempre que se sentiam culpados de algo, batiam no tronco para invocar as divindades e pedir perdão. Costume ligado a povos primitivos pagãos. Os celtas, também tinham um costume parecido. Seus sacerdotes, os druidas, batiam na madeira para afugentar os maus espíritos, pois acreditavam que as árvores consumiam os demônios.
Crendices e superstições à parte, muitas vezes perturbações comportamentais são confundidas com manias, crenças ou superstições, o Transtorno Obsessivo-compulsivo é a mais comum.
A pessoa sente necessidade de bater três vezes na madeira, se sente na obrigação de que deve sair com amuletos ou sair pela mesma porta em que entrou, pois se contrariarem a ordem dessas atitudes algo grave acontecerá, isso entre outras manias são sintomas de Transtorno Obsessivo-compulsivo, o TOC, como também a mania de colecionar, de limpeza, fazer contas entre outras, são hábitos que se confundem na rotina muitas vezes que a pessoa é compelida a fazer, de forma compulsiva e repetidamente esses rituais, sob um sentimento de que se não efetuar tal ritual poderá ocorrer algo de muito grave.
Comportamentos como esse florescem em pessoas com alto grau de sentimento de culpa, geralmente não admitem isso ou tem conhecimento de tal fato, tem convívio social prejudicado, são muitas vezes retraídas e muito sensíveis, isso de um modo geral, pois o diagnóstico efetivo envolve mais sintomatologia e outros fatores importantes.
Pequenos rituais diários, todos temos, fazemos automaticamente sem percebemos, outros cumprimos quando há possibilidade mas se não podemos cumprir naquele momento, não nos fará mal algum cumpri-lo depois, mas quando torna-se algo obrigatório de alguma coisa errada irá acontecer caso não faça seu ritual, podendo ser na realidade um sintoma de TOC, devendo ser avaliado por Psicanalista e Psiquiatra.
O ritual deve ser levado a importância quando se torna algo que te incomoda ou são percebidas como algo exagerado por outras pessoas, então deve procura ajuda.

25 de agosto de 2014

Distúrbios do Sono

Irritação, cansaço persistente, falta de atenção e queda de rendimento são comportamentos, facilmente tachados de "preguiça" podem ser resultado de distúrbios do sono. E as consequências não param por aí: levam até ao risco de doença cardiovascular e depressão.

A quantidade de horas de sono necessária varia de acordo com a idade, os adolescentes necessitam dormir mais do que os adultos, bem como crianças e idosos têm um padrão de sono diferente, que inclui cochilos à tarde.

São três os distúrbios mais comuns: insônia, sonolência excessiva e comportamentos anormais durante o sono.

A Insônia
 
Dificuldade muito comum caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e manter o sono ou dormir de maneira não reparadora, o que acarreta repercussão nas atividades diurnas, a pessoa se sente cansada, irritada, sonolenta, com dores no corpo, desanimada, mal-humorada e apresenta alterações de memória.

Pode ser causada por ansiedade, estresse, depressão, maus hábitos, como a ingestão, próximo ao horário de dormir, de bebidas alcoólicas, café, chás mate e preto (que são estimulantes por conterem cafeína), falta de disciplina de estipular horário para dormir e acordar, alimentação excessiva em gorduras ou condimentos, prática de exercícios físicos à noite, problemas familiares, econômicos e profissionais, causas orgânicas, como alterações na respiração também podem contribuir para noites intranquilas.
 
Sonolência excessiva
 
É o excesso de sono ou sonolência nos momentos em que é necessário estar atento como ao dirigir, em entrevistas, palestras ou cinema, sendo em diversas vezes tão incontrolável que a pessoa chega a dormir em situações perigosas. Pode ter causas como dormir menos do que o necessário ou ter distúrbios do sono como, por exemplo, a apneia do sono.

Sonambulismo
 
Enquanto dorme, a pessoa levanta da cama, anda pela casa e, ao acordar no outro dia, não se lembra de nada. No terror noturno, semelhante ao sonambulismo, mas comum em crianças, ela se senta na cama e começa a gritar, parece apavorada; mas depois se deita novamente e também não se lembra do fato.
 
Outros Distúrbios
 
Há diversos distúrbios do sono como o sonambulismo, terror noturno a pessoa desperta gritando ou chorando, bruxismo que é o ranger de dentes durante o sono, a narcolepsia que consiste em sonolência excessiva ou despertar com muita dificuldade, quase um estado de letargia.

Apneia
 
É um distúrbio com alta prevalência na população, trata-se da diminuição ou interrupção da respiração por, no mínimo, 10 segundos, tornando o despertar por várias vezes durante a noite comum.

Atinge mais os homens de meia idade acima do peso, casos de obesidade, características físicas como o aumento das amígdalas, estreitamento das vias respiratórias e mulheres após a menopausa, sendo que até mesmo as crianças ou pessoas de qualquer idade podem ser afetadas. Geralmente, a pessoa ronca, acorda cansada, às vezes com a boca seca, fica sonolenta e apresenta queda de rendimento, além de correr risco de doença cardiovascular.

Distúrbio Comportamental do Sono REM
 
Outro distúrbio não muito comum, mas não raro, pode acontecer quando ao se deitar na cama com uma pessoa comumente pacata e acordar de madrugada com essa pessoa em pleno ataque de fúria, de violência, a pessoa fica no meio caminho entre o acordado e dormindo, em um estado de consciência alterado, é o Distúrbio Comportamental do Sono REM, acontece na fase REM, Rapid Moviment Eyes, a pessoa perde a imobilidade e coloca em prática o que está sonhando, causando acidentes a si ou a outras próximas, devem ser tomadas medidas de segurança como trancar portas e janelas.

Esse distúrbio foi descoberto em 1965 foi descrito na época em gatos e em 1985 em seres humanos, acredita-se que lesões cerebrais, acidente vascular cerebral, mal de Parkinson ou uso de drogas psicoativas podem desencadear esse distúrbio, mas ainda não há comprovações efetivas.

Não se deve acordar a pessoa durante o episódio, porque ela está em um estado de consciência que entre o sono profundo e a vigília, pode deixar a pessoa muito confusa e prolongar o distúrbio, a melhor postura é manter a calma e esperar o episódio passar.

Em distúrbios como sonambulismo e o Distúrbio do Sono REM podem executar tarefas difíceis e complexas mesmo inconscientes, só que a pessoa age como autômato, movimentos robotizados, repetindo obcecadamente, em casos mais raros pode bater a cabeça na parede ou esfaquear o travesseiro ou mesmo uma pessoa, pois existem alguns casos relatados de tentativas ou assassinatos praticados por pessoas que sofrem com esses transtornos e o histórico prevalece sempre situações de extremo estresse, angústia ou problemas neuro-psicofisiológicos graves em decorrência de sérios acidentes ou derrames.

Sexomnia
 
Ainda pouco conhecido, este distúrbio do sono é um tipo de sonambulismo com comportamento sexual. A pessoa não apenas anda e fala, mas pode mexer em si mesma ou em outra pessoa. Não há relatos na literatura especializada de casos de sexomnia em crianças.

O primeiro caso foi relatado em 1996, em um estudo com sete pacientes que gemiam, se masturbavam e até praticavam sexo enquanto dormiam, como é um problema muito recente, muitos parceiros achavam que o comportamento era normal.

Como Constatar
 
Além da observação dos parentes em torno de nossas atitudes enquanto dormimos, há a Polissonografia exame que tem o papel de analisar o paciente enquanto dorme.
 
Uma noite de sono monitorada por eletrodos e sensores, em um laboratório especializado, é a maneira de observar qual o distúrbio. São acompanhados os movimentos dos olhos e pernas, a atividade elétrica cerebral, a respiração, o teor de oxigênio no sangue, entre outras avaliações.
 
Estágios do Sono


Não fazer exercícios fortes à noite, evitar as refeições pesadas e bebidas a base de cafeína e as atividades estimulantes, como assistir televisão e ter um horário certo tanto para dormir como acordar, são dicas que contribuem para uma noite bem dormida. 

2 de agosto de 2014

O Que é Mentira?


atitude de mentir pode ser definida como a intenção de ludibriar alguém em proveito próprio geralmente, omitindo ou dissimulando deliberadamente do que é reconhecido como verdade, cada um procura estabelecer para si suas mentiras e suas verdades de acordo com suas prioridades ou conveniências.

A palavra mentira é sinônimo de engano, impostura, fraude, falsidade, ilusão, ficção, tapear, trapaça, ludibriar, dissimular, entre outras com conotação de inverdade. Ser apontado como mentiroso não é uma sensação desejável por ninguém que tenha consciência da importância de zelar pela reputação moral e social.

Não é um erro inconsciente, mas sim uma forma intencional de conduzir uma relação com o outro. A palavra mentira significa engano propositado, história falsa ou aquilo que ilude ou engana.
O ser humano é um ser social e o ato de mentir é uma espécie de relação social, a mentira é algo corriqueiro.

Condição aprendida desde a tenra infância é utilizada como um meio de manipulação da realidade formando uma realidade confortável ao que mente, aceitável socialmente até certo ponto, mas o uso exacerbado pode provocar verdadeiros desastres em quaisquer tipos de relações, mas é algo inadmissível quando envolve prejuízos ao outro ser.
Mentir pode ser considerado um ato “normal”, mas as consequências podem ser gravíssimas quando uma mentira é contada como verdade ou fato que precisa ser aceito como verídico. Muito se ver nos tribunais do júri as mentiras que são aceitas como verdades e que libertam ou aprisionam, de um lado a mentira causa a duvida que conduz a liberdade um criminoso, de outro causa a duvida que pode condenar um inocente. A duvida que a mentira causa no tribunal do júri sempre acarreta resultados negativos.

Na vida cotidiana não é diferente, a mentira que se diz por "brincadeira" ou para "evitar sofrimento" ou ainda "por uma boa causa", é sempre uma mentira que trará consequências indesejáveis. Todas as relações humanas devem ser fundadas na virtude do bem e na lealdade, ou seja, com ética, pois o ato de mentir para criar situações confortáveis pode gerar situações sistematicamente equivocadas levando a prejuízos diversos e graves.
Por exemplo, em um relacionamento amoroso a lealdade deve vir antes da fidelidade e na confiança recíproca, que sem essas virtudes, o relacionamento fica impraticável e a hipocrisia se mostrará presente, fundando uma relação balizada na mentira envolvendo todo tipo de sentimentos menos amor. Cônjuges precisam ser honestos um com o outro para que não construam juntos um relacionamento frágil, pois se não há confiança entre eles, não pode haver cumplicidade e harmonia.

A tendência de mentir se deve ao desejo de nos livrar do julgamento alheio, tendência naturalmente egoística para garantir que temos controle sobre a realidade.
Para uma base solida em qualquer tipo de relacionamento, seja ele pessoal ou profissional deve ser baseada na confiança, por exemplo, um médico precisa informar corretamente ao paciente sobre seu quadro de saúde.
 
Mas e a verdade, o que é?
 
Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tomaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas. (NIETZSCHE, 2005. p. 57).
 
Nietzsche é um dos filósofos que de algum modo defende a mentira e a entende como verdade, pois tudo não passaria de convenções e conveniências, pois se não agrada a alguém logo esse alguém troca de "verdade". Nessa concepção tudo é uma ilusão e nada contem verdade. Porém, Nietzsche também entende que o mentiroso se prejudica por perder a credibilidade social, podendo até ser excluído da sociedade por causa das mentiras. Segundo o filosofo o mentiroso "(...) faz mau uso das firmes convenções por meio de trocas arbitrárias ou mesmo inversões dos nomes. Se ele o faz de maneira egoísta e de resto prejudicial, a sociedade não confiará mais nele e com isso o excluirá de si" (NIETZSCHE, 2005. p. 54).
 
Mas ainda no discurso filosófico temos o discurso de Immanuel Kant, que por sua vez entende que a mentira sempre prejudica alguém, quando não toda a humanidade porque sempre é contraria ao direito estabelecido como norma de boa conduta no Estado e para a sociedade. Ao definir mentira, Kant deixa claro que a mentira é prejudicial.
 
 "Define-se, portanto, a mentira como uma declaração não verdadeira feita a outro homem, e não há necessidade de acrescentar que deva prejudicar outra pessoa, como exigem os juristas na definição que dela apresentam (mendacium est falsiloquium in praejudic ium alterius, ou seja, ''a mentira é uma falsa declaração prejudicial às leis de outro''). Pois ela prejudica sempre uma outra pessoa, mesmo quando não um outro homem determinado e si a humanidade em geral, ao inutilizar a fonte do direito." (KANT, 1985. p. 120).
 
Mesmo que seja justificada, a mentira, como uma atitude necessária para evitar um possível mal ou para causar felicidade ou aparentar uma intenção bondosa, ela dever ser evitada, e o mentiroso, para Immanuel Kant, deve responder por seus atos com penas porque a verdade é um dever e uma obrigação que não tolera intenções.
 
Pseudolalia e Mitomania
 
A mentira é um assunto tão serio que até recebe atenção especial e até classificação quando se transforma em doença, a compulsão por mentir. Existem pelo menos duas doenças da mentira que são: a pseudolalia e a mitomania.
A pseudolalia é o vicio compulsivo de mentir ao ponto do doente mentir por mentir sem perceber que o que está dizendo é uma mentira, muitas vezes ele mesmo se convence das mentiras que está expressando como verdades e não como mentiras. Essa doença pode levar o pseudolálico a perder a sintonia com a realidade, pois suas mentiras se tornam verdades absolutas em sua consciência. A mitomania também é uma doença em que o doente tem compulsão em mentir sobre assuntos específicos, o que não significa que o mitomaníaco não pode expandir os assuntos de suas mentiras, ele expandirá se for conveniente. Diferente do pseudolálico que não tem assuntos em especifico, e que mente por mentir, o mitomaníaco tem assuntos em específicos e mente para alcançar fins únicos e práticos que buscam suprir aquilo de que lhe falta, ou seja, que ele não tem e sente que precisa ter, como é o caso de um mitomaníaco que cria uma estória para impressionar e com isso adquirir respeito e admiração. Ambos mentem porque não querem se deparar com a realidade e com suas insuficiências, por trás das mentiras existe uma pessoa frágil e carente que precisa de autoestima e afeto, e mentir é uma forma de compensar a vida que eles não têm ou tiveram.

A Mentira e a Bíblia
 
No Cristianismo, a mentira é considerada um mal, um pecado no meio religioso. Fundamentado na Bíblia Cristã, considera a mentira o meio pelo qual se prejudica o próximo. No livro de Êxodo 20:16, o nono mandamento alerta que não se pratique a mentira: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." Por fim, a Bíblia frisa em seus textos a verdade deve ser dita sem floreios à realidade, ou seja, "Seja, porém a tua palavra: Sim, sim, Não, não. O que disto passar vem do maligno.", Mateus 5:37. Há várias passagens na Bíblia advertindo os malefícios do ato de mentir.

Enfim, tanto na ciência e na religião há concordância sobre o fato da mentira ser uma oposição à verdade e ambas entendem que a mentira é um ato de falsificar a verdade, com o objetivo de alcançar uma meta que favoreça o mentiroso e, que intencional ou não, pode causar prejuízos morais ou físicos para si e para os outrosA mentira em todas as suas condições e situações é repudiável e para os estudiosos filósofos passível de punição.

30 de julho de 2014

O Amor


Surge a paixão e com ela os receios, preocupações fúteis com o futuro, não há garantia nenhuma que não se vá sofrer uma decepção, caso ocorra, deve levantar a cabeça e seguir em frente, entender as questões que levaram ao rompimento, curar as feridas, aceitar os novos amores, assim fortalecido seguir o curso da vida, desistir de amar para evitar as dores é uma atitude de pessoa fraca e orgulhosa, torna-se uma pessoa amargurada e desvitalizada. As desilusões acontecem, mas não são motivo para desistir de amar e são experiências que podem auxiliar a melhorar o modo de amar a si e ao outro.

Evidente que deve se ter cuidado com a qualidade das experiências que temos com a vida e respeitar nossos sentimentos, queremos e devemos ser bem tratados e bem amados, faz bem seguir aquela expressão “não fui achada no lixo”. Não há garantias que a má experiência não vá se repetir, pois somos seres humanos inesperados e complexos, há surpresas no humor, personalidades distintas, caracteres desconhecidos, no caso da relação conjugal são dois seres que se unem em uma relação e ao mesmo tempo cada um desses dois vivem seus desejos e suas singularidades, são vidas distintas que se unem e ao mesmo tempo continuam a viver separadamente, viver uma paixão é permitir-se poder vir a sentir o gosto do sofrimento. De acordo com Dr. Sigmund Freud, o sofrimento de amor é dos mais dilacerantes e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche dizia: “o que não mata fortalece”.

A educação sentimental é enriquecida com as experiências negativas como as dores e decepções amorosas advindas de uma paixão ou de um relacionamento findado – quaisquer tipos de relacionamentos, tornam-se pessoas fortes aqueles que encaram as dores, dão a volta por cima e seguem em frente sem deixar de aprender com a experiência, mas também existem aqueles que não admitem uma nova experiência, de tão orgulhosos e com essa falsa aparência de fortaleza, sentem-se capaz de dispensar a necessidade de convivência íntima, é na realidade uma personalidade frágil e de orgulho vazio. Essa indiferença afetiva em conjunto a um sentimento de triunfo sobre o amor, na verdade esconde enorme vulnerabilidade diante do amor, se sente grande demais para ficar exposto novamente aos desencantos amorosos.

Temos a sensação que o mundo atualmente não oferece mesmo oportunidade para o cultivo do amor, para amar deve se ter confiança e consistência, mas na atualidade há a desculpa para os que se defendem do amor cria-se uma mentalidade de pessoas que buscam relacionamentos superficiais, rápidos - como defesa -, subtraído de integridade e do vínculo afetivo com estabilidade e lealdade. Mas felizmente pelo dinamismo da humanidade existem muitas pessoas avessas à massificação, singulares, que querem correr os riscos do amor. 

Toda forma de amor vale a pena, não somente a matrimonial, mas vale a pena o amor em toda sua plenitude, o amor familiar e de amigos entre outros e o amor à própria vida, pois desistir do amor é desistir um pouco dela.

Ser arrogante não é o melhor remédio para as decepções amorosas, mas sim a paciência, a compreensão das causas dos desentendimentos e desencontros, investir no resgate da esperança, tudo demanda um tempo para curar as feridas das desilusões melhor que trocar pela superficialidade é a ajuda de um profissional Psicanalista, que pode ser de grande valia, então revolver as raízes das más escolhas, verificar as causas das dificuldades de relacionamento entre outras atitudes que se devem se analisadas e ter a melhor elaboração possível para essa questão.